terça-feira, 16 de abril de 2013

Medida estimula redução de ruídos de eletrodomésticos



Muito barulho dentro de casa pode contribuir para a perda de audição. O alerta, que já é feito por médicos e fonoaudiólogos, é agora uma preocupação dos órgãos públicos. A sociedade reclamou e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e o Ibama reformularam o selo de ruído para eletrodomésticos.

Aspiradores de pó, liquidificadores, secadores de cabelo e outros aparelhos terão classificação obrigatória do Inmetro quanto à emissão de ruídos. Com isso, na hora da compra, basta ao consumidor optar pelos modelos mais silenciosos, numa faixa de ‘A’ a ‘E’, a partir do menor para o maior ruído. 


O selo será obrigatório para a indústria, a partir de 20 de agosto de 2013, no âmbito do Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora, do Ibama.

“Esta medida é fundamental para tornar o consumidor mais consciente na hora de comprar um novo produto, levando em conta que o barulho faz muito mal à sua saúde. Dentro de casa, é importante moderar a intesidade do som da TV e do rádio e também estar atento para adquirir eletrodomésticos mais silenciosos. 


Além de irritação e mau humor, o ruído em excesso pode contribuir para a diminuição da audição com o passar do tempo", afirma a fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas.

Atualmente, o selo do Inmetro informa apenas os decibéis produzidos pelo aparelho, mas não traz de forma explícita qual marca de liquidificador, por exemplo, é mais silenciosa. 


Com a mudança, o comprador poderá comparar a emissão de ruído de determinado equipamento em relação a outros do mesmo tipo.

O selo com a classificação é importante ainda pelo fato de estimular as empresas a fazer aparelhos menos ruidosos para obter uma vantagem comercial frente aos concorrentes. É mais um critério que o consumidor poderá levar em consideração na hora de fazer sua escolha.

“A questão é que, em casa, não nos damos conta do barulho a que somos submetidos. Os ruídos vão se somando: o aspirador de pó, o rádio, a TV, o MP3 que o adolescente escuta enquanto faz um lanche... E quando temos um eletrodoméstico ligado a tendência é aumentarmos ainda mais o volume de outro aparelho. Isso atrapalha a concentração, prejudica o sono e esse somatório de fatores, com o passar do tempo e dependendo da suscetibilidade de cada pessoa, pode ocasionar em uma diminuição da audição”, explica a fonoaudióloga da Telex.


Para quem suspeita de que está perdendo a audição ou já tem dificuldades para ouvir, o ideal é consultar um médico otorrinolaringologista, fazer uma avaliação e obter as orientações necessárias. 


Na maioria das vezes, o aparelho auditivo resolve o problema, de forma prática e sem afetar a vaidade de quem usa, já que hoje em dia as próteses auditivas ficam atrás do ouvido e são bem pequenas e discretas.

"O uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo possa se comunicar em casa, com os amigos e colegas de trabalho, mantendo assim sua autoestima e qualidade de vida", lembra a especialista.


Isabela Gomes explica que existem três tipos de perda auditiva: Condutiva, Mista e Neurossenssorial. Segundo a fonoaudióloga, além da exposição contínua ao ruído, outros fatores levam à perda auditiva: doenças congênitas ou adquiridas, traumas, uso de medicamentos ototóxicos e idade avançada (presbiacusia).


Com o aumento da expectativa de vida, temos que pensar em não só viver mais, mas com saúde. A perda auditiva induzida por ruído é cumulativa. É lenta, progressiva e ocorre ao longo dos anos. Por isso, é importante estar sempre atento para moderar o volume dos aparelhos dentro de casa, já que nas ruas o convívio com o barulho cotidiano é difícil de evitar.


Enviado por : Cristina Freitas

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