quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

3 de setembro - Dia Municipal do Braile


Louis Braille foi quem possibilitou a leitura para as pessoas com deficiência visual há quase 200 anos. Ao desenvolver o Sistema Braille – a escrita e leitura por pontos em relevo – o francês facilitou o acesso à informação, cultura e entretenimento às pessoas que não enxergam. 

Em São Paulo, o dia 03 de setembro é quando se comemora o “Dia Municipal do Braille” e este sistema de leitura e escrita facilita que milhares de pessoas com deficiência visual sejam leitores de diferentes gêneros.

Em São Paulo, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma referência brasileira e reconhecida por ter a maior Imprensa Braille do mundo em capacidade produtiva, com produção em larga escala, equipamentos de grande porte, recursos humanos especializados e matéria prima especial.
Há quem diga que nos últimos 60 anos “não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em Braille, produzido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos”.

Sendo considerada como uma via de acesso à cultura, informação e educação, a biblioteca da Fundação Dorina Nowill para Cegos divulga os títulos em braille mais solicitados pelos leitores com deficiência visual, por gênero.


São eles:

Ágape – Marcelo Rossi
A Cabana – Willian P. Young
Guia Prático da Nova Ortografia – Douglas Tufano
Grafia Braille Língua Portuguesa
Novo Manual de Musicografia Braille – União Mundial dos Cegos do Brasil
Sabores da Cozinha Brasileira

Sobre o braille

Louis Braille nasceu em 4 de janeiro de 1809, ficou cego durante a infância e, em 1825, aos 16 anos, apresentou a primeira versão de um sistema de escrita e leitura que mudou a vida das pessoas cegas em todo o mundo.

Baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas, o Sistema Braille permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática.

Esse sistema adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.

O Sistema Braille chegou ao Brasil em 1850, pelas mãos do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil (hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos) que a produção de livros nesse formato ganhou força.


Dados do IBGE
Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, possíveis leitores e admiradores de diferentes gêneros da literatura.


Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos
A Fundação Dorina Nowill para Cegos há 67 anos facilita a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão, por meio de reabilitação, e produção de livros e revistas acessíveis que permite às pessoas com deficiência visual acesso ao mundo do conhecimento e da informação.

Com a maior imprensa braille da América Latina, a instituição tem capacidade para impressão de mais 45 milhões de páginas braille por ano.

A Fundação Dorina Nowill produz livros didáticos, literatura e best-sellers.

No local também são produzidos cardápios, partituras musicais, catálogos, cartões de visitas e outros materiais de prestação de serviços às empresas e à comunidade.



Visite: www.fundacaodorina.org.br



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