quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Estresse pode afetar a memória



A memória é um dos componentes mais importantes dentre todas as funções cognitivas. Serve para arquivar experiências e se adaptar às mudanças que nos cercam.
 
No entanto, há fatores que podem interferer negativamente na performance da memória, dentre eles, o excesso de estresse. Ele não só dificulta a concentração e a atenção, como gera um alto grau de ansiedade. 

Todos estes elementos, juntos, podem interferer nas funções cognitivas, em particular, com a memória. 

Por exemplo, quando estamos no trânsito, atrasados ou cheios de tarefas, temos mais dificuldade para lembrar nomes de pessoas, objetos e/ou lugares. 
 
Um dos efeitos nocivos do estresse,recém divulgado em humanos,diz respeito à diminuição do tamanho do cérebro naqueles indivíduos que acumulam experiências estressantes ao longo da vida. 

Em particular, estas alterações ocorrem na substância cinzenta do cortex pré-frontal, uma área importante para a manipulação das emoções.
 
Com o envelhecimento, existe morte de células nervosas, de modo que, naturalmente, podemos ter lapsos de memória, que são benignos, não interferindo nas atividades diárias.

Quando comparamos mulher e homem, não parece haver diferenças quanto à memória. 

Outras habilidades cognitivas, porém, podem ser um pouco diferentes, como a maior facilidade para aprender línguas estrangeiras, no caso da mulher, e uma melhor percepção viso-espacial, no caso do homem.
 
A boa notícia é que é possível reverter os prejuízos que o estresse pode causar na memória, apostando em estratégias não-farmacológicas e farmacológicas, que pode minimizar os efeitos do estresse sobre a cognição. 

Por mais óbvio que possa parecer, adotar uma vida saudável ainda é a melhor maneira de proteger a memória do estresse, além de outros benefícios que os bons hábitos proporcionam. Sendo assim, exercícios físicos, atividade social e intellectual são fatores importantes de neuroproteção.

   
Dr. André Felício, CRM 109.665, neurologista, doutorado pela UNIFESP/SP, pós-doutorado pela University of British Columbia/Canadá, e médico pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein/SP



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